Mantém-se o registo e a mesma eficácia: uma poesia de choque, corrosiva, sem demagogia, em que por vezes – pleno de intencionalidade – o autor sacrifica o lirismo em troca da assertividade e crueza das palavras, como se impõe a quem aborda reflexões sobre o desconcerto da vida, do homem e do mundo.
Duarte Klut como sempre o conhecemos, com uma poética impulsionada pela filosofia: um homem atento, observador amadurecido, justo, e por isso inquieto, muito inquieto!, mas sobretudo livre, tão livre quanto a sua poesia.Duarte Manuel da Silva Passos Klut nasceu em Lisboa, Campo Grande, a 20 de Abril de 1942. Reside em Vila Nova de Gaia.

Em 1962 veio frequentar a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde se licenciou em Ciências Históricas e teve um papel activo na fundação do Coral de Letras (C.L.U.P.) de que também foi membro. Após o estágio e o Exame de Estado, após concursos ficou professor efectivo do Ensino Secundário Oficial em 1971.Entre 1979/84 foi Leitor de Cultura Portuguesa na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (U.E.R.J.) — cargo obtido via concurso público do então designado Instituto de Alta Cultura.
Possui os graus de mestrado pela F.L.U.P. e de doutorado pela Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro.
Aposentou-se em Outubro de 2004.
Obra Publicada:
Aporias (2014) – Versbrava, Porto;
Esmerilhando... Mundividências (2013) - Cordão de Leitura, Porto;
Lucubrações - Estados de Alma (2011) - Cordão de Leitura, Porto;
Versos Per...Versos (2008) - Editora Saúde em Português, Coimbra;
Um quase Diário de um Quase Nómada (2005) - Mar da Palavra, Coimbra.