A Musicalidade da Pintura de

A Musicalidade da Pintura

ISBN: 9789895316458

Autor: A. Cunha e Silva

Preço: 25,00 €

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Esvoaçam no horizonte os corpos das liberdades consentidas. Vejo-os desde criança!

Pesam temporais e cortinas de nuvens que filtram náufragos arribados à praia, é o retorno as origens, o pagamento do dízimo da vida. Vejo-os desde criança!

Olho os meus mares — o da bonança e o da tempestade, e vejo-os desde criança para além do que vejo!

 

A. Cunha e Silva

 

Quando vi os trabalhos de António Cunha e Silva, lembrei-me do poema de René Char:

Dans nos ténèbres, il n’y pas un place pour la Beauté. Tout la place est pour la Beuaté.

(...)

A mão, esse instrumento fabuloso, foi guiada por um ritmo e uma vibração secretamente espontâneos.

 

MANUEL DIAS DA FONSECA



 

Em Cunha e Silva as referências narrativas ou os temas são abordados com a mesma definição qualitativa como se tratados do ponto de vista da composição musical. Embora se percecione o tema através de uma figuração principal existe um entorna de cor em mancha abstrata ou de figuração fugidia que lhe amplia a poética em diálogos pictóricos abstratos, proporcionando que o tema saltite de uns para outros e se discuta numa promessa de resultantes que o pintor vai sempre adiando de obra para obra. No entanto, a singularidade de cada pintura vai adensando-se e tentando cumprir-se num corpus que se perceciona já em cada uma.

 

DORA IVA RITA

 

A musicalidade da obra plástica de Cunha e Silva é a forma de ele próprio encontrar a sua sublimação.

 

ALFREDO BARROS

 

Os desenhos de Cunha e Silva não comportam evidências, embora as suscitem: muito mais importante do que a técnica, cresce diante de nós o gesto, absorvido por um ritmo e vibração que lhe vieram da música, da sua perícia e virtuosismo enquanto violinista. A mão na sua inevitável  vertigem, partiu à descoberta da linha, da mancha, abrindo-as  a sentidos tão plurais que será impossível querê-la ao serviço da representação pela representação, do sonho pelo sonho, do gesto pelo gesto.

 

SÉRGIO REIS

 

Cunha e Silva é um artista que traz até nóS a marca do mar à beira do qual nasceu e a marca dessa outra arte que também é sua — a Música.

 

HELENA MEIRELLES

 

(Na obra plástica de A. Cunha e Silva) o traço é também ondulante, movente, como obedecendo a ventos interiores — muito mais sugestão e movimento do que forma definida e estática.

Vibração, movimento e luminosidade são a chave para estes jardins de imaginação e memória

dos quais a fidelidade de um animal se fez guardiã.

 

LUÍSA DACOSTA