Anúncio das sessões de apresentação, Lisboa e Porto, dos novos livros de Joaquim Murale

Data de Publicação04 maio 2017, quinta-feira | publicado por:Paula Cristina Castelo Branco

 

 

 Lisboa: 11 de Maio, 5.ª Feira, 18h30, Casa do Alentejo

Porto: 27 de Maio, 15h30, Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto

 

 

 

Dobrando o Cabo dos Medos – celebrando 40 anos de actividade literária

Sob este título albergam-se, numa caixa, quatro livros, ‘Nos Dentes do Lobo’, ‘Gotas de Orvalho’, ‘Uma Janela na Treva’ e ‘A Poucos Dias da Guerra’, no jeito de cada um constituir um capítulo distinto da obra maior, que dessa forma ganha unidade e se completa. Na celebração dos 40 anos de vida literária de Joaquim Murale, ‘Dobrando o Cabo dos Medos’ reúne as várias mensagens e formatos cultivados pelo autor na condição de poeta.

Preço 20 eur (caixa com os seguintes 4 livros)

A Poucos Dias da Guerra (poesia), 136 páginas
Nos Dentes do Lobo (poesia), 108 páginas
Gotas de Orvalho (haikais), 116 páginas
Uma Janela na Treva (Una Finestra nella Tenebra), poesia bilingue, 104 páginas
 

 

 

Reféns de um Jogo Viciado (romance), 264 páginas, 15eur

A partir de um dos acontecimentos mais trágicos e sangrentos do trajecto humano no seu caminho para a Liberdade, a guerra civil de Espanha, o autor elaborou uma obra de tese sobre o governo capitalista da Europa e do mundo na qual toda a ficção assenta em factos verídicos ocorridos essencialmente nos últimos cem anos do tempo histórico. O relacionamento inter-geracional, a importância das raízes, o conhecimento do passado, na certeza de que na História nunca nada acontece por acaso, são assumidos como elementos identificadores e agregadores da condição humana, por isso determinantes na construção do futuro.
Tudo começa quando o filho mais novo de um importante empresário decide partir para o sul para conhecer a avó paterna…
Obra de denúncia, mas também de clarificação, pela forma como desmonta a teia dos interesses que condicionam a mente, e portanto a vida, de cada cidadão e pela veemência como aponta os mecanismos que estão, deliberadamente, a pôr de pé uma sociedade psicopática que, a consumar-se, transformará em poucas décadas o viver social numa selva de conflitos, insegurança, sofrimento e medos, ‘Reféns de Um Jogo Viciado’ é um manifesto contra a ditadura encapotada que nos governa e contra a União Europeia, instrumento ao serviço da globalização selvagem do capital.
Rejeitando desde sempre, e frontalmente, a literatura de entretenimento, Joaquim Murale, no seu último romance, convida-nos mais uma vez à reflexão, etapa indispensável e preparatória das acções conducentes à transformação radical do mundo a favor da Humanidade. Pelo vigor, clareza, dimensão da mensagem que carrega e apologia do sonho e da esperança, esta obra consubstancia-se como um autêntico testamento político do autor.
 
 
A Título Póstumo (poesia), 88 páginas, oferta na compra de um dos outros livros

O inesperado e surpreendente conjunto de poemas obscenos, de maldizer, contemplados na primeira parte deste livro, lembra-nos que essa vertente, cultivada por grandes nomes da literatura portuguesa, tem sido descurada nas últimas décadas, revelando algum conservadorismo da sociedade actual que o autor optou por sacudir, decidindo a sua publicação quando assinala quarenta anos de vida literária. A luta de classes ou o anticlericalismo, temas do gosto do autor, são aqui revisitados numa linguagem verdadeiramente ‘popular’.
Na segunda parte do livro, Joaquim Murale apresenta-nos um conjunto de pensamentos elaborados a partir de acontecimentos da vida diária, como são as actividades política e religiosa, que nos conduzem entre um tom sério e o mordaz.
 
 
 
 
 
Sobre o autor:
 
Joaquim Murale, pseudónimo literário de António José Rocha, nasceu na cidade de Estremoz, Alto Alentejo, em 18 de março de 1953.
Aos catorze anos de idade, acompanhando a família na busca de melhores condições de vida, migrou para os concelhos periféricos da capital. Atualmente reside em Lisboa.
Iniciou a vida profissional com dezasseis anos. Após cerca de duas décadas de interrupção na vida estudantil, entrou, aos quarenta anos, no ISPA-Instituto Superior de Psicologia Aplicada, onde se licenciou em Psicologia Social e das Organizações. Entre 2000 e 2002 realizou uma pós-graduação em Consulta Psicológica e Psicoterapia. É cooperador da SPA-Sociedade Portuguesa de Autores desde 1979. Em 2016 desvinculou-se da APE-Associação Portuguesa de Escritores, da qual havia sido membro desde 1978.
Adquiriu muito novo o gosto pela leitura que, na sua cidade natal, exercitava graças às bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. A sua juventude e a entrada na idade adulta coincidiram com os últimos anos do Estado Novo. O ambiente de trabalho, os meios estudantis e a existência da guerra colonial colaboraram na formação da sua consciência política.
Toda a sua obra manifesta a preocupação de intervir no momento atual. A sua escrita percorre os caminhos do Realismo na medida em que se assume como agente transformador da realidade a favor do sonho e do novo, recusando-se a ser um olhar meramente fotográfico, contemplativo, lamentoso e passadista.
O seu estilo reflete uma grande economia de meios através de uma assinalável capacidade de síntese e fluência nos diálogos. A sua escrita cinge-se ao indispensável, sem quebras nem tempos mortos, quer na apresentação dos quadros, quer no desenho das personagens, em que a vertente psicológica se sobrepõe.
As suas peças “Ao Atiçar do Lume”, “Até às Cinzas”, “Diálogos da Sala de Fumo” e “Para Romper o Cerco” foram levadas à cena por diversos grupos de teatro, profissionais e amadores, de norte a sul do país.
Vários espetáculos foram ainda construídos com inclusão de excertos de algumas das suas peças, como são os casos de “O Silêncio da Multidão”, colagem e adaptação de José Maria Dias e Kevin Moore de textos de Daniel Filipe, Joaquim Murale e Adele Adelach, com encenação de Kevin Moore e representação pelo Teatro Estúdio Fontenova, de Setúbal, e “Cântico Triste à Liberdade Perseguida”, adaptação e encenação de José Manuel Fazenda de textos de M. L. Martins Marcelo e Joaquim Murale, levado à cena em Paris pela Compagnie Espace-Temps.
Na Galiza, no ano 2013, foi construída a peça “Fervenza Onírica”, que bebeu da obra de vários autores, de entre os quais Neira Vilas, Celso Emilio Ferreiro, Joaquim Murale, Castelao, Núñez Singala, Rosalía de Castro, Albert Camus e Osvaldo Dragún. Este espetáculo — da responsabilidade de Aula de Teatro do I.E.S. Antón Losada Diéguez, “Avelaíñas Teatro”; Obradoiro Municipal de Teatro de Palas de Rei; Aula de Teatro do C.P.I. de Touro — viajou por regiões de Espanha e de Portugal, pisou palcos e, como animação à leitura, visitou escolas e bibliotecas.
A Associação de Teatro Paulo Claro — Rapazes d’Aldeia, de Glória do Ribatejo, levou ao palco “Oh Atear do Lume”, uma adaptação ao dialeto local da peça “Ao Atiçar do Lume”, com que aquele grupo teatral assinalou a passagem de quarenta anos sobre o 25 de Abril.
“Ao Atiçar do Lume” foi ainda distinguida no Concurso para Peças de Teatro Inéditas para Espectáculo Não Inteiro organizado pela Secretaria de Estado da Cultura no ano de 1979.
OBRAS PUBLICADAS:
POESIA
Do Fogo e da Água, 1977
Erva de Agosto, 1979
Exausto Exílio, 2012
Viagem ao Jardim da Ira, 2014
Alegoria do Mar, 2015
Dobrando o Cabo dos Medos, 2017
Nos Dentes do Lobo, 2017
Gotas de Orvalho, 2017
Uma Janela na Treva, 2017
A Poucos Dias da Guerra, 2017
A Título Póstumo, 2017
TEATRO
Ao Atiçar do Lume, 1980
Diálogos da Sala de Fumo, 1982
De Uma Vez por Todas! – Teatro Completo, 2012
FICÇÃO
Dou Este Mar por Um Céu de Andorinhas, Romance, 2005
Há Sempre Um Sonho no Enquanto, Romance, 2006
Este Inverno Entre Chacais, Romance, 2013
De Riso Largo como a Lua Plena, Contos, 2014
Crónica dos Dias Pardos, Romance, 2015
Reféns de Um Jogo Viciado, Romance, 2017