Apresentação do livro "Contador de Segredos" de Lourdes Barbosa

Data de Publicação29 abril 2015, quarta-feira | publicado por:Paula Cristina Castelo Branco

 PREFÁCIO

Ao longo de “Contador de Segredos” Lurdes Barbosa mostra a sua muita sensibilidade e a sua espiritualidade, revelando-se defensora dos Valores Universais. “Sinto o outro lado da vida / Desde criança! …Experiências vivenciei! / E minha busca continua!”

Fala-nos da família e dos amigos. Dos antepassados, da mãe, da filha, dos avós e do companheiro, mas também dos afins. “Aproximam-se por uma afinidade, / Que se forja na eternidade! / Em estirpes que vibram no mesmo fervor!”

Mostra-se maravilhada com a Natureza, com quem procura estar em sintonia, mas também nos fala do prazer dos sentidos, da sexualidade de mulher, do desejo carnal.   “Quando a luz dos teus olhos / E a luz dos meus / Resolvem namorar! / Incendiar! / Uma fogueira atear! / Nada mais faz sentido!”

Toca um certo idealismo, bem como um incerto romantismo. “Muitos de nós talvez acalentámos / O sonho de transformar o mundo!” … “De facto, nada vale a pena, / Quando de amor se sofre a pena!”

Fala-nos de paz e de amor, nas suas vertentes material – “Amar assim perdidamente! / Íntima e profundamente!” – e incondicional – “Na mesma senda, / Em idêntica causa, / Em constante demanda, / Do mesmo Amor!”

Aqui e ali deixa aflorar alguma tristeza, uma certa angústia e, até, uma “pura” desilusão. “A dor de viver é profunda! / Por vezes nem isso. / Totalmente ausente o que sinto, / Oco, esvaído, / O nada! / Qual o caminho? / A direção? / O sentido? / Tenho medo, muito medo! / De acabar tudo no vazio!”

Assume uma certa religiosidade, mas também a sua crítica. “Ser consagrada unicamente a Deus! / Viver por ele! Existir tendo como missão, / A sua glória, honra, / Dignificação!” Passa pelas vidas sucessivas e submete-se à lei de causa e efeito. “Temos que penar porque causámos o mal nesta vida, / Ou não merecemos a graça porque o fizemos noutra.”

Lurdes Barbosa percebe-se numa trajetória evolutiva “Pelo acesso ao conhecimento, / E à cultura proporcionados, / E conquistados! / … Pelo desejo de compreender.” Considera “Que o caminho faz-se caminhando.” E que “A minha alma anseia pelo Absoluto”.

Para, por fim, definir poeticamente felicidade como “ter consciência do Dever cumprido,” mas também “… não dizer Adeus! / Nenhum Adeus! / A Ninguém!”

 

Luís Portela

 

Lourdes Barbosa é natural do Rio de Janeiro mas de nacionalidade portuguesa. Psicóloga, Psicoterapeuta e formadora. Co-autora do Livro Psicologia da Consciência da Lidel; autora da obra "Um Homem Justo".