Próximas Apresentações - FEV´2016 e Mar´2016

Data de Publicação18 dezembro 2015, sexta-feira | publicado por:Paula Cristina Castelo Branco

De Lisboa ao Porto duas apresentações, duas gerações,  no coração da Cidade Invicta - A não perder! Na Casa da Beira, a "Embaixada", no Porto.

 JULIÃO BERNARDES:

TODOS SOMOS PESSOA (UM GRITO DE GAIVOTA, 2,ª EDIÇÃO) E ESTEVES – UMA CRIATURA VULGAR (INÉDITO)

E

O GRITO – ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ

 

 13 de Fevereiro às 16.000 horas, Casa da Beira Alta, Rua de Santa Catarina 147 Porto

Julião Bernardes nasceu a 4 de Julho de 1944, na freguesia de Lapas, concelho de Torres Novas, distrito de Santarém.

O seu autor, nascido em 5 de Março de 1939 na mesma aldeia, reside desde 1975 em Monte Abraão, Queluz.

Fez o curso dos liceus pelo Colégio Andrade Corvo, de Torres Novas, tendo ingressado na Escola do Exército (hoje Academia Militar) em1957, onde frequentou o Curso de Infantaria.Fez quatro comissões de serviço no Ultramar, de 1961 a 1974: Angola (1961/63 e 1964/66); Moçambique (1968/70) e Guiné (1972/74), tendo sido condecorado, entre outras medalhas, com duas Cruzes de Guerra.Fez parte desde o início do Movimento dos Capitães.Encontra-se reformado, no posto de Coronel.

OBRAS DO AUTOR (POESIA) Sombras de Pessoa(s) – 1992,  96 quadras em jeito de missão – 1992, O Corpo na Vertigem – 1999,  Lapas-Vivências da juventude – 1999,  Na Cinza do Silêncio – 2000,  Da Luz e das Sombras – 2000, Do Amor e do Tempo – 2000, Ser Pássaro, Por Dentro dos Instantes – 2004, Ao redor da Vida (sonetos) – 2008,  O Pássaro da Sede – 2009,- Do Corpo ao Rosto – 2014, - O Grito – 2016, (PROSA) - Um Grito de Gaivota – 1999, Dois Autores/Dois Textos – 2004 (de parceria com Rui Cacho, com a parte Tudo É Aparente), Todos Somos Pessoa - 2016 (COMO TRADUTOR PORTUGUÊS-CASTELHANO) O Mar do Nosso Feitiço – 1998, de Ulisses Duarte, Um Corpo de Três – 1998, de António Manuel Couto Viana e José Cúcio, Mar-Mundo – 1998, de João Baptista Coelho, Esboços Pessoanos, de Joaquim Evónio, Palavras com Distância, de Ulisses Duarte (COMO TRADUTOR CASTELHANO-PORTUGUÊS) Habitante del Bosque, de Juan Delgado López, El Sueño de una Noche de Ginebra, de Juan Delgado López.

 

 

Sobre “Todos somos Pessoa”

 

Este Todos somos Pessoa é composto por dois títulos: Um Grito de Gaivota (já editado pelo Gresfoz, em 1999, em 1.ª edição, com capa de Ulisses Duarte e com o prefácio que agora se reproduz) e O Esteves – Uma Criatura Vulgar, pela primeira vez vindo a público.

O primeiro foi-me sugerido pela leitura do livro Cartas de Amor de Fernando Pessoa (Edições Ática, 1994, 3.ª edição). Perguntei-me então: “E se Fernando Pessoa tivesse casado com  Ofélia?” Daí à escrita de Um Grito de Gaivota foi uma surpresa. Depois, para lhe dar um fim que me agradasse e fugisse ao trivial, foram dois ou três dias de espera.

A escrita do segundo foi-me sugerida pelo Dr. José Correia Tavares: após uma conversa telefónica sobre a sua leitura do Um Grito de Gaivota, lançou-me o desafio de escrever um livro centrado no Esteves, o tal do poema “A Tabacaria”, de Fernando Pessoa. Engendrei então esta história, em que o Esteves teria sido o Senhor “Barão” que conheci na Academia Militar, tendo-o feito nascer na minha aldeia, e em que entro eu, pessoa com NIF e o meu pseudónimo.  

 

 

Sobre “O Grito – Ensaio sobre a Lucidez”

 

Este Grito ainda ninguém o ouviu, mas existe já, como substância irradiante a determinar-se viva.

Pressinto-o, tão claro e nítido como a lágrima no olhar da criança magoada (dor física ou apenas sentimento de injustiça a ganhar voz no silêncio de cada gota) e nas palavras reprimidas de tanta gente ultrajada. Nele e por ele se engendra a vida. Tudo o que acontece, em todos os lugares, a todas as horas, o faz avolumar-se – não há mãos que o calem, enganadoramente meigas, determinadamente assassinas.     

 

Neste Grito nenhum ismo se vislumbra já, todos eles mortos e enterrados num mar de cinzas de promessas, de palavras deturpadas do seu real significado, vilipendiadas por abusadores cons- cientes da finalidade dos actos que fazem ou determinam. Toda a vida recente tem sido uma fanática deliberação de uns tantos, longe dos sempre tão propalados e louváveis objectivos comuns; uma vingança do facilitismo enfeu(ro)dado sobre a abnegação dos que vêm pautando a sua vida por valores intemporais, nos quais a sociedade se há-de por fim rever, definitivamente Humana.

 

 

ALBERTO PEREIRA agora no novo livro BIOGRAFIA DAS PRIMEIRAS COISAS

 

 20 de Fevereiro às 21.30 horas, Casa da Beira Alta, Rua de Santa Catarina 147 Porto

“Um dos vectores fulcrais em Amanhecem nas Rugas Precipícios, de Alberto Pereira, é a passagem do tempo e o confronto constante entre a infância e a velhice, com os seus contrastes e semelhanças dissimuladas (…) há uma  sub--reptícia tentação de desafio aos elementos do divino, que em nada consegue demover a ordem natural das coisas, apesar de ser possível descontinuar a coincidência entre a consciência e a condição, porque os homens não sabem que as rugas começam na garganta.”

 

                                                                                               João Morales

                                                                            Revista Os meus livros

 

“Este livro de Alberto Pereira quer olhar o passado, fazer estradas onde apenas as metáforas podem abrir luz de sombras (…) uma tentativa de desenhar todas as geografias da dor, do crescimento múltiplo da morte entre a vida em todas as suas aparições – o caminho que estes versos procuram executar.”

 

Pedro Sena-Lino

in prefácio “Amanhecem nas Rugas Precipícios”

 

“A poesia de Alberto Pereira é simultaneamente luminosa e opaca ou, se quiserem numa outra formulação, luminosamente opaca. Confia-nos alguns dos seus segredos, é certo; mas recusa oferecer-se totalmente, pelo menos de um modo linear; é um livro, em suma, que alberga o cintilante dom dos enigmas.”

 

Ricardo Gil Soeiro

in “O Luminoso Desfiar da Memória”

 

 

“O desnudamento confessional em alguns destes poemas apela à adesão emocional por parte do leitor, conferindo-lhe, assim, uma singular espessura no ritmo cardíaco do seu dizer. Neste sentido aproxima-se de uma ars poética como a de Paul Celan, que sempre gostou de ver os seus poemas como uma mensagem numa garrafa ou como um singelo e desafectado aperto de mãos.”

 

 

Ricardo Gil Soeiro

In “O Luminoso Desfiar da Memória”

 

 

“A irradiação imagética do discurso poético de Alberto Pereira (que sentimos em O áspero hálito do amanhã, de 2008, e Amanhecem nas rugas precipícios, de 2011) recorda, por vezes, a insaciável impaciência que sentimos pulsar na poesia de Herberto Helder. Aqui a presença do não-dito enquanto força do irrepresentável e do inominável assomam de uma forma igualmente desarmante: o esplendor do incerto impregna essa nudez discursiva, fazendo-a reverberar.”

 

Ricardo Gil Soeiro

in “Do sangue: A Palavra e o Espanto”

 

“Alberto Pereira, como outros poetas de qualidade, fazem o seu percurso numa certa marginalidade literária e ainda bem. Mantêm-se incólumes e intactos, avessos a modismos, desconhecem a subserviência e obedecem unicamente ao seu instinto poético.”

 

Maria João Cantinho

in “A Sombra que nos Acolhe”

 

 

 

Alberto Pereira nasceu em Lisboa. É licenciado em Enfermagem.

Pós-graduado na área Forense. Diplomado em Hipnose Clínica pelo Instituto Português de Hipnose & Peak Performance.

Publicou os livros: O áspero hálito do amanhã (2008), Amanhecem nas rugas precipícios (2011), Poemas com Alzheimer (2013) e O Deus que matava poemas (2015).

Participou em colectâneas de contos e poesia, das quais se destacam: Antologia da Moderna Poética Portuguesa, Inefável, Cintilações da Sombra III e Bicicletas para Memórias & Invenções IV e V.

 

Prémios

 

2008

1º Prémio do Concurso de Poesia, “Ora, vejamos”;

 

2009

1º Prémio do Concurso de Conto, “Ora, vejamos”;

1º Prémio no Concurso de Poesia da ACAT;

3º Lugar no Prémio Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Americana, entre 3027 obras inscritas de 26 países;

 

2011

1º Prémio (ex-aequo) do Concurso Literário, Conto por Conto;

 

2013

1º Prémio no XIV Concurso de Poesia Agostinho Gomes;

1º Prémio no Concurso Literário Manuel António Pina, Museu Nacional da Imprensa.

 

 

 

 

 

 

MAIS DE MIM

ÁLVARO MAIO

 

12 deMarço às 21 horas, Diana Bar, Póvoa de Varzim

Álvaro Manuel Oliveira Maio nasceu no Largo do Cidral a 29 de Junho de 1960 na Póvoa de Varzim. Cresceu em Lourenço Marques – Moçambique onde fez grande parte da sua formação até ao ensino Industrial. Mais tarde de regresso a Portugal, estudou Desenho e projeto Industrial vindo a exercer a profissão de Desenhador-Projetista na área da metalo-mecânica. Estudou depois Jornalismo disciplina que lecionou durante dois anos no ensino público exercendo também como jornalista a profissão em várias rádios e jornais nacionais e locais. Hoje é Comercial numa empresa do ramo alimentar em Portugal tendo voltado em part-time ao jornalismo desportivo. Publicou “Fragmentos” em 2013, um conjunto de crónicas e poemas. Participou em várias publicações colectivas. Em 2014 obteve o Prémio “ Poetas da Ria” de Aveiro subordinado ao tema  Dia Internacional da Mulher  com o poema “Mulheres, mulheres “ .

 

 

Eu teria infindáveis motivos para sobre o autor verter os meus elogios e a amizade que nos une seria álibi inquestionável para todos os argumentos. Questiono-me, porém: de que valeriam eles perante a singularidade que fecunda este livro? Esta página nada é sem as páginas que a sucedem, e elas, sim, merecem a vossa atenção, precisam da vossa atenção. (...) Neste livro esperam-vos vontades indomáveis, zangas transformadas, desejos expressos, gritos soltos, partilhas, abraços, sorrisos. Há verdades sacudidas e preconceitos ressuscitados e aniquilados. Ritmos cadenciados e saudosos. Cicatrizes a rebentar de revolta e paradoxalmente de resignação. Palavras e versos. Versos com sentido. Sentidos. (do prefácio de Cidália Fernandes)

 

Com este “Mais de Mim“ procuro no buraco negro da consciência que habita o meu viver, as mensagens de vida que contando histórias, gritando revoltas, ou recordando sentires, fazem de mim um caminheiro de paixões, um peregrino de cruzadas, ou até e muito simplesmente um espelho de mim próprio.

Partilhando depois dos “Fragmentos” da minha vida este “Mais de Mim” serei em mim mesmo muito mais do que descubro, mas também muito mais do que sou!

Espero que ao longo desta viagem por palavras, sentires, viveres eu possa encontrar-me ou reencontrar-me em cada um de vós entrando também dentro de vós!

 

 

CRISÁLIDA

ANA ANTUNES

 

Ana Maria Antunes Oliveira nasceu em 1962, na Póvoa de

Lanhoso, distrito de Braga. Vive e trabalha na cidade de Braga.

Tirou o curso de professora no Magistério Primário de Braga em 1983. Em 1998 licenciou-se em Administração Escolar no ISET (Instituto Superior de Educação e Ensino) do Porto.

Atualmente exerce a profissão de professora em Braga.

 

Publicou três livros de poesia: “Sentimentos em Poesia” em 2012; “Elogio à Vida” em 2013 e “Corações em Silêncio” em 2014.

Participou nas Colectânea Poéticas: “Palavras de Cristal II” em 2014 e Antologia de Poesia e texto Poético “Enigmas” em 2015.

 

 

Num tempo em que o crime lidera o noticiário no mundo, Ana Antunes mostra como a reconstituição duma família pode vencer a adversidade e a má notícia através deste seu romance com o título Crisálida. A autora estabelece com o leitor uma pedagogia do sentido da vida e arranca uma história impressionante a partir dum drama comovente, espoletando uma toada de dor e sofrimento e marca uma vivência de gente humilde que, mesmo assim, encontra momentos de alguma felicidade.

A importância dum hino ao Amor viaja agora pela palavra dialogada, tendo em linha de conta a clareza dum discurso consequente e assente numa linguagem poética, o que muito nos agrada, a par de um olhar ponderado e atento na escolha dos personagens, riquíssimos, que a autora cria, que veste, que lhes dá vida, conduzindo-os para valores de natureza moral.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              ÁLVARO OLIVEIRA

 

 

 

Crisálida é um pequeno mas intenso romance. Nele percebemos que o ser Humano, muitas vezes,

por motivos alheios à sua vontade, é envolvido no casulo da alma, fazendo-se crisálida, aguardando

a metamorfose. Essa, contudo, só acontecerá, se imperar o amor. A leitura deste livro faz-nos compreender que tudo é superável, se o amor estiver presente nas nossas vidas.

Também os valores da célula familiar: amor, a compreensão, a interajuda e até a solidariedade, estão retratados neste romance.

David era um homem feliz. Amava e orgulhava-se da família que tinha construído, até que um dia…

Por sua vez Mariana viveu o seu primeiro amor, pensando que este seria único e para sempre…

 

É para o essencial da vida de todos os dias que este romance nos transporta, recordando-nos que, mesmos nos inesperados desencontros com a felicidade, poderemos aí descobrir interstícios por onde avançar com equilíbrio. Não é difícil encontrar em cada uma das personagens desta obra traços que são os nossos e, de repente, eis que nos sentimos dentro de uma história que poderia pertencer-nos. É esse o fascínio deste livro, escrito como se fosse uma lupa perscrutadora dos mais profundos sentimentos.

 Ana Antunes é uma escritora atenta a esses mundos interiores que, em romance ou em poesia, se transfiguram, refletindo em cada palavra um enorme efeito do real. É isso que torna livros como este imprescindíveis para perceber melhor alguns pedaços dos nossos percursos. 

 

Felisbela Lopes

 

 

TODOS SOMOS PESSOA (UM GRITO DE GAIVOTA, 2,ª EDIÇÃO) E ESTEVES – UMA CRIATURA VULGAR (INÉDITO)

E

O GRITO – ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ

JULIÃO BERNARDES

 

Julião Bernardes nasceu a 4 de Julho de 1944, na freguesia de Lapas, concelho de Torres Novas, distrito de Santarém.

O seu autor, nascido em 5 de Março de 1939 na mesma aldeia, reside desde 1975 em Monte Abraão, Queluz.

Fez o curso dos liceus pelo Colégio Andrade Corvo, de Torres Novas, tendo ingressado na Escola do Exército (hoje Academia Militar) em1957, onde frequentou o Curso de Infantaria.

Fez quatro comissões de serviço no Ultramar, de 1961 a 1974: Angola (1961/63 e 1964/66); Moçambique (1968/70) e Guiné (1972/74), tendo sido condecorado, entre outras medalhas, com duas Cruzes de Guerra.

Fez parte desde o início do Movimento dos Capitães.

Encontra-se reformado, no posto de Coronel.

OBRAS DO AUTOR (POESIA) Sombras de Pessoa(s) – 1992,  96 quadras em jeito de missão – 1992, O Corpo na Vertigem – 1999,  Lapas-Vivências da juventude – 1999,  Na Cinza do Silêncio – 2000,  Da Luz e das Sombras – 2000, Do Amor e do Tempo – 2000, Ser Pássaro, Por Dentro dos Instantes – 2004, Ao redor da Vida (sonetos) – 2008,  O Pássaro da Sede – 2009,- Do Corpo ao Rosto – 2014, - O Grito – 2016, (PROSA) - Um Grito de Gaivota – 1999, Dois Autores/Dois Textos – 2004 (de parceria com Rui Cacho, com a parte Tudo É Aparente), Todos Somos Pessoa - 2016 (COMO TRADUTOR PORTUGUÊS-CASTELHANO) O Mar do Nosso Feitiço – 1998, de Ulisses Duarte, Um Corpo de Três – 1998, de António Manuel Couto Viana e José Cúcio, Mar-Mundo – 1998, de João Baptista Coelho, Esboços Pessoanos, de Joaquim Evónio, Palavras com Distância, de Ulisses Duarte (COMO TRADUTOR CASTELHANO-PORTUGUÊS) Habitante del Bosque, de Juan Delgado López, El Sueño de una Noche de Ginebra, de Juan Delgado López.

 

 

Sobre “Todos somos Pessoa”

 

Este Todos somos Pessoa é composto por dois títulos: Um Grito de Gaivota (já editado pelo Gresfoz, em 1999, em 1.ª edição, com capa de Ulisses Duarte e com o prefácio que agora se reproduz) e O Esteves – Uma Criatura Vulgar, pela primeira vez vindo a público.

O primeiro foi-me sugerido pela leitura do livro Cartas de Amor de Fernando Pessoa (Edições Ática, 1994, 3.ª edição). Perguntei-me então: “E se Fernando Pessoa tivesse casado com  Ofélia?” Daí à escrita de Um Grito de Gaivota foi uma surpresa. Depois, para lhe dar um fim que me agradasse e fugisse ao trivial, foram dois ou três dias de espera.

A escrita do segundo foi-me sugerida pelo Dr. José Correia Tavares: após uma conversa telefónica sobre a sua leitura do Um Grito de Gaivota, lançou-me o desafio de escrever um livro centrado no Esteves, o tal do poema “A Tabacaria”, de Fernando Pessoa. Engendrei então esta história, em que o Esteves teria sido o Senhor “Barão” que conheci na Academia Militar, tendo-o feito nascer na minha aldeia, e em que entro eu, pessoa com NIF e o meu pseudónimo.  

 

 

Sobre “O Grito – Ensaio sobre a Lucidez”

 

Este Grito ainda ninguém o ouviu, mas existe já, como substância irradiante a determinar-se viva.

Pressinto-o, tão claro e nítido como a lágrima no olhar da criança magoada (dor física ou apenas sentimento de injustiça a ganhar voz no silêncio de cada gota) e nas palavras reprimidas de tanta gente ultrajada. Nele e por ele se engendra a vida. Tudo o que acontece, em todos os lugares, a todas as horas, o faz avolumar-se – não há mãos que o calem, enganadoramente meigas, determinadamente assassinas.     

Neste Grito nenhum ismo se vislumbra já, todos eles mortos e enterrados num mar de cinzas de promessas, de palavras deturpadas do seu real significado, vilipendiadas por abusadores cons- cientes da finalidade dos actos que fazem ou determinam. Toda a vida recente tem sido uma fanática deliberação de uns tantos, longe dos sempre tão propalados e louváveis objectivos comuns; uma vingança do facilitismo enfeu(ro)dado sobre a abnegação dos que vêm pautando a sua vida por valores intemporais, nos quais a sociedade se há-de por fim rever, definitivamente Humana.